Almejo a morte, almejo alcançá-la a cada segundo. Mas, me sinto uma covarde por almejá-la tanto. Já me falaram... "É tão simples morrer. Se você realmente quisesse já estaria morto."
O que indagar? Há erro nessa afirmação? Realmente eu já poderia ter deixado de escrever e simplesmente ter puxado o gatilho da libertação. Entretanto que libertação é essa? Quem me garante que apenas não estarei somando covardia aos meus problemas? Sempre me orgulhei de ser aquela que sempre estar ali, presente, forte e firme. Tudo teatro representação. Sempre me senti só, abandonado, colocado para escanteio. Então criei a personagem que cuidava de tudo e de todos.
* * *
Não acredito que tudo se acabe com a morte. Para mim ela nada mais é que uma passagem. E tudo que deixamos incompletos aqui mais cedo ou mais tarde será cobrado. Penso sim muito na morte. Apesar de pensar que não resolva nada. Entro em conflito interior pois ela é tudo que estou desejando no momento. Covardia? Pode ser. OU BUSCAR A LIBERDADE PLENA
